Álcool
Mesmo o álcool cientificamente falando seja uma droga, na maioria das vezes não é considerado assim, principalmente porque a nível social ele é muito aceitável e visto de uma forma muito “compreendida”. Pode observar-se até nas obras gregas, mitos sobre a criação de vinho e histórias que passaram de geração em geração durante milhares de anos. Podem-se destacar figuras como Dionísio, Icário e o Rei Anfictião.
O álcool é um líquido incolor, produzido a partir de cereais, raízes e frutos e a sua presença nas bebidas é cientificamente conhecido como Etanol. Pode ser obtido mediante a fermentação dos produtos acima mencionados, atingindo concentrações que variam entre os 5% e os 20% (cerveja, vinho, sidra, etc) ou por destilação e/ou adição de álcool resultante de destilação, o que aumenta a concentração etílica até 40% (aguardentes, licores, gin, whisky, vodka, rum, vinhos espirituosos, etc). Devido às suas características (incolor), as cores das bebidas alcoólicas são obtidas através de outros componentes como o malte ou até de adição de diluentes, corantes ou outros produtos.
Falando um pouco em termos de química, o nome científico como já foi referido é Etanol, e a sua fórmula química é CH3 CH2 OH. Existem várias variantes que hoje em dia começam a aparecer nos mercados (no estrangeiro), no entanto se a sua fórmula base já é perigosa, as suas variantes são muito mais, não só para a sua saúde como mesmo para o vício se tornar cada vez maior.
O álcool é consumido por via oral e funciona principalmente como um “desinibidor” e um depressor. Após a sua ingestão, começa rapidamente a circular na corrente sanguínea, afectando todo o organismo, especialmente o fígado. As suas características químicas, bloqueiam o funcionamento do sistema nervoso central, afectando assim todo o seu sistema e provocando um efeito depressor. A aparente estimulação conseguida com o álcool é, na realidade, resultado da depressão dos mecanismos de controlo inibitório, o que poderá deixá-lo em situações muito constrangedoras. Primeiro são afectados os centros superiores (o que afectará a fala, pensamento, cognição e juízo) e posteriormente deprimem os centros inferiores (afectando a respiração, os reflexos e em casos extremos poderá mesmo causar o coma).
Apesar de em tempos da Idade Média ser considerado como uma forma terapêutica, actualmente a sua utilização é muito restrita a este nível. É usado como desinfectante para lesões na pele, no seu estado puro.
Ao contrário do que muitos pensam, o consumo moderado e pontual de álcool até é benéfico para a sua saúde, já que reduz o risco de aparecimento de doenças cardiovasculares, no entanto deverá ser mesmo consumo pontual, pois em excesso prejudicará todo o seu organismo e fará com que o indivíduo entre numa vida muito complicada, e controlada pelo vício do alcoolismo.

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